No início do século XX, os freak shows eram espetáculos populares em feiras e circos onde pessoas consideradas “extraordinárias” — devido a diferenças físicas ou características incomuns — eram exibidas como curiosidades. Estes espetáculos refletiam tanto o fascínio quanto o desconforto da sociedade perante aquilo que escapava à norma.
Este projeto revisita essa ideia deslocando o “estranho” do corpo humano para o campo da perceção e da imagem. Através de fotografia mediada por inteligência artificial, objetos e espaços — físicos, digitais e imaginados — encontram-se em composições que misturam realidade e construção.
A exposição combina fotografias impressas, projeções em grande escala e interações com imagens projetadas, acompanhadas por som, criando um ambiente imersivo que funciona como um espetáculo contemporâneo de imagem e som. O visitante move-se entre imagens que parecem encenadas, onde o familiar surge ligeiramente deslocado — como se o próprio mundo estivesse a representar um papel.